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PORTAS ABERTAS: MAIS HOME DO QUE OFFICE

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PORTAS ABERTAS: MAIS HOME DO QUE OFFICE

Levanta a mão quem achou que o home office era algo super de boas de levar. Nós passamos uns bons meses para aprender qual lugar da casa nos deixa mais produtivos, ou qual horário é realmente ideal para trabalhar, por exemplo. Em alguns momentos usar a cama como mesa é preciso, mas na grande maioria das vezes não faz sentido algum. É muito importante ter um lugar para sentar, focar e dizer para a mente que é horário de expediente.

Para nós, o passo mais importante foi criar o espaço na sala, ambiente que nos permite ter uma mesa grande (leia-se porta de madeira em cima de dois cavaletes) e alguns cantinhos para mudar de posição, como o sofá, uma cadeira de balanço e o velho tapete com almofadas. Nossa casa tem aquele esquema cozinha + sala, o que parece um mero detalhe, mas faz muita diferença na rotina. Ficou mais fácil organizar as refeições, sem contar que o cheirinho do café saindo ou do bolo esfriando faz carinho em qualquer tarde de trabalho.

Nosso cantinho é bem simplão. Pelas paredes guardamos lembranças, como fotos e quadros desenhados por amigos. Um deles foi pintado pela minha avó e o outro foi presente do meu pai (um Virgulino que vejo desde criança).

Quando recebemos visitas dos amigos e clientes, a casa fica com menos cara de escritório ainda. Até fazemos piada sobre como tudo é realmente diferente do clima que estávamos acostumados. Hoje o comum é trabalhar ouvindo outros sons (no momento, passarinhos realmente empolgados), com outras roupas (descobrimos que pijama atrapalha, mas o máximo que calço é uma meia nos dias frios). Enquanto escrevo este texto, vejo pela porta aberta que Amora brinca lá fora com um balde vermelho. O Morro Branco está se preparando para ficar laranja (figurinha repetida lá no stories @mangarosalab) e eu penso na frase clichezona “menos é mais”. Menos é mais. Menos prédios espelhados e mais morros coloridos. Menos roupas descoladas e mais pés no chão. Menos ego e mais trabalho unido. Era só isso que a gente queria mesmo.

Aida Polimeni

Graduada em comunicação social no Escola Superior de Marketing, estudou na ESPM - SP, trabalhou em grandes agências do Recife e ganhou prêmios, como manda o figurino. Após a maternidade, sentiu a necessidade de debater o espaço das mulheres no mercado de trabalho. Muitas coisas a levaram para uma vida na estrada, mas essa é uma história que fica melhor contada aos poucos.


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